domingo, 21 de maio de 2017

Crítica do filme: 'Horizonte Bonito'

Um líder é um vendedor de esperança. Falando sobre futebol, sonhos, confiança, amizade e esperança, Horizonte Bonito navega nos conflitos e choques de duas gerações, uma de um jovem cheio de desejos a serem realizados e outra de uma vida marcada por acontecimentos polêmicos já com o coração repleto de desesperança. Um dos grandes méritos do cineasta suíço Stefan Jäger, responsável pela direção do longa metragem, é aproveitar muito bem e com simplicidade todos os elementos que contornam a história mas também não deixar de abordar diversas críticas sociais de uma região carente do mundo.

Na trama, conhecemos o carismático Admassu (Henok Tadele), um jovem que vive em uma região bastante carente da África que possui um grande sonho de ser um famoso jogador de futebol e dar orgulho para a comunidade onde vive. Quando descobre que um duvidoso e ranzinza agente de futebol Franz (Stefan Gubser) vai aterrissar em sua cidade, ele resolve bolar um plano mirabolante para ganhar a confiança dele e assim pedir que o ajude a realizar seu grande sonho. Assim, a dupla embarca em uma jornada de autodescoberta onde ambos irão aprender mais sobre a vida.

Muitos jovens no mundo todo tem o sonho de ser um jogador de futebol. Para um de nossos protagonistas é muito mais que isso, o futebol é um misto de esperança e oportunidade. A magia da simplicidade transforma uma bola de meia em momentos de diversão e confraternização com os amigos. Admassu não sabe como é o mundo fora do ligar onde vive, replica sonhos por meio de informações que chegam ao lugar onde mora, muitas vezes incompreendido, se vê sozinho dentro de seus sonhos. O ar leve do filme e quase sempre puxando pra comédia, vira o terreno perfeito para a entrada de um personagem totalmente oposto a Admassu, e, assim, as lições chegam por meio das consequências desse choque  de gerações, vivências e maneiras de ver a vida.

Sem previsão para desembarcar no circuito brasileiro, Horizonte Bonito é um grande achado em meio a ótima cinematografia alemã e suas co-produções. Um filme leve que com bastante maturidade e simplicidade se impõe com críticas sociais que atormentam nosso mundo.


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