sábado, 11 de novembro de 2017

Crítica do filme: 'Jungle'

A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência. Dirigido pelo cineasta Greg McLean (do interessante O Experimento Belko), Jungle conta uma quase inacreditável história, baseada em fatos reais, de jovens aventureiros e seus dramas quando enfrentam dificuldades na inexplorável selva boliviana. No papel do protagonista, o famoso Harry Potter Daniel Radcliffe, esforçado no papel, que a cada novo trabalho tenta se desprender do eterno bruxinho que fez milhares de fãs mundo a fora.  

Baseado no livro Jungle: A Harrowing True Story of Survival, Jungle conta a história do israelense Yossi Ghinsberg (Daniel Radcliffe,), um jovem que resolve largar por um tempo os estudos e se aventurar na exploração de novos lugares e cultura ao redor do mundo. Assim, chega à Bolívia décadas atrás e lá conhece o fotógrafo Kevin (Alex Russell) e o jovem professor Marcus (Joel Jackson). Uma grande amizade começa a se iniciar e após Yossi cruzar com Karl (Thomas Kretschmann, que vemos também no excelente Taeksi Woonjunsa – A Taxi Driver), um aventureiro experiente que os convence a adentrar uma parte da floresta boliviana pouco explorada mas que reserva diversos riscos para o grupo. Ao longo de todo o complicado trajeto, aos poucos, vamos vendo que os amigos precisarão de muita força de vontade para saírem vivos desse lugar.

O filme explora o lado dos instintos da sobrevivência que todos nós possuímos. Longe de ser a melhor história sobre redenções ou coisa parecida, Jungle se sustenta pelas escolhas que os personagens tomam, mesclando imaturidade e ansiedade em busca de um objetivo ilusório que mais os deixam em perigo do que trazem alguma satisfação. O primeiro arco é bastante corrido, sabemos pouco do protagonista e todos os encontros com o restante do elenco acontece de maneira instantânea, parece que se conhecem faz anos. Essa correria na história é exatamente para chegar no seu clímax, as dificuldades e desencontros misturados com decisões vitais que acontecem em um lugar isolado em uma época que nem celular tinha (o filme é ambientado em décadas atrás).


Radcliffe se esforça para passar ao espectador todas as angústias e dores que o seu personagem sofre ao longo desses dias calamitosos lutando para sobreviver. Os clichês o perseguem a todo instante, há bons e sonolentos momentos, nesse último, principalmente quando metáforas de ilusão começam a surgir de maneira constante na mente de Yossi. Ao longo das quase duas horas de projeção, é preciso termos também um instinto cinéfilo de sobrevivência para que nossos olhos não pisquem ou que o sono não venha.


Nenhum comentário:

Postar um comentário